Já estão abertas as submissões de trabalhos para o XV ERCAT – Regional 3. Pesquisadores, estudantes e profissionais da área já podem enviar seus trabalhos para apresentação oral ou no formato de pôster.
O evento reúne pesquisas nas áreas de catálise e temas relacionados, promovendo a troca de conhecimentos, experiências e avanços científicos entre integrantes da comunidade acadêmica e tecnológica.
O XV Encontro Regional de Catálise da Regional 3 será realizado nos dias 7, 8 e 9 de outubro de 2026, em Foz do Iguaçu, no Paraná, reunindo participantes de diferentes instituições e centros de pesquisa do país.
Os interessados podem acessar o site oficial do evento para conferir as orientações de submissão, prazos e demais informações da programação.
Data: 7, 8 e 9 de outubro de 2026
Local: Foz do Iguaçu/PR
Acesse o site do evento e confira AQUI!
O Curso de Engenharia Química despertou meu interesse e curiosidade desde o Ensino Médio. Na época esse curso não existia na minha cidade natal (Goiânia-GO), por esse motivo prestei vestibular na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), onde fui aprovada. Apesar dos desafios enfrentados, por estar distante da minha família, concluí o curso em 2001.
No final da graduação realizei um intercâmbio em parceria com o Instituto de Ciências Aplicadas em Lyon -França, onde tive a oportunidade de realizar um estágio em uma grande empresa siderúrgica. Os obstáculos foram imensos, mas consegui concluir com muita determinação. Por toda a experiência que vivenciei na Indústria, quando retornei à Uberlândia resolvi conversar com meu orientador de IC para iniciar na Pós-Graduação. Ele me aconselhou a procurar outro professor, muito renomado do Departamento de Eng. Química da UFSCar, o Prof. José Freire, com quem realizei o meu mestrado.
Durante a realização das disciplinas obrigatórias eu conheci o Prof. Dilson Cardoso, que através das suas falas me despertou o interesse pela sua área de Pesquisa. Com isso, em 2004 decidi trilhar um outro caminho, e com muito entusiasmo iniciei meu doutorado na área de Catálise. Minha tese concentrou-se no uso de zeólitas na isomerização de alcanos. Foi um período de intenso aprendizado com uns dos pioneiros da Catálise no Brasil. Eu tive a honra de fazer parte de uma geração que recebeu uma formação de uma base sólida e genuína.
Durante esse período, também tive a oportunidade de contar com a colaboração de alguns professores, que me auxiliaram muito em seus laboratórios: Profa. Teresita Garetto (INCAPE) para realização de Quimissorção de H2 no Laboratório de Catálise em Santa Fé, Argentina e Prof. Célio Loureiro pelas medidas de difusividade no GPSA em Fortaleza.
Após o término do doutorado em novembro de 2008, o Prof. Dilson me propôs para elaborarmos um projeto, em parceria com a Petrobras, sobre secagem do gás natural utilizando zeólitas como adsorventes. O projeto foi contemplado, mas eu trabalhei nele como Pesquisadora por apenas um ano, pois tinha sido aprovada como docente no Instituto de Química (IQ) da Universidade de Brasília (UnB) em novembro de 2009.
Como docente do Curso de Química Tecnológica, participei do processo de implementação das disciplinas. Na pesquisa, tive muito apoio do Prof. Paulo Anselmo Suarez, que me acolheu no Laboratório de Materiais e Combustíveis. Trabalhamos em colaboração em alguns projetos, onde pude contribuir em relação à catálise heterogênea, aplicando zeólitas para obtenção de hidrocarbonetos a partir do craqueamento de resíduos industriais. Foi um período de intenso crescimento profissional, onde também atuei na orientação de trabalhos de IC e na Pós Graduação.
Posso dizer que fui muito feliz por tudo que vivenciei no IQ-UnB, mas o “coração falou mais alto” e quando abriu concurso no DEQ -UFSCar resolvi prestar e fui aprovada. Aqui estou como docente desde 2013, atuando no ensino na área de Processos Químicos Industriais e Cinética e Reatores. Atuei como representante no Conselho do DEQ e da Área de Pesquisa em Catálise. Atualmente, eu faço parte do Núcleo Docente Estruturante e sou Coordenadora de Estágio do Departamento.
Minha linha de pesquisa se concentra na preparação e aplicação de catalisadores (peneiras moleculares) em reações de valorização de subprodutos da indústria e na reação de oxidação de metano a metanol. Dentro destas linhas, já orientei trabalhos de IC e coorientei trabalhos de mestrado e doutorado.
A catálise redefiniu minha trajetória acadêmica; me proporcionou experiências enriquecedoras desde a minha formação; ampliou a minha visão como pesquisadora onde tive a oportunidade de me conectar em diferentes áreas da ciência; me fez enxergar o quanto essa área é importante para solucionar problemas reais da indústria e do nosso cotidiano; e me fez conhecer pessoas tão importantes que me ajudaram nessa caminhada.
O XV Encontro Regional de Catálise da Regional 3 (ERCAT) já tem data marcada e promete reunir pesquisadores, estudantes e profissionais para mais uma edição de grande relevância científica na área de catálise.
O evento será realizado nos dias 7, 8 e 9 de outubro de 2026, em Foz do Iguaçu (PR), proporcionando um ambiente propício para a troca de conhecimentos, apresentação de pesquisas e fortalecimento de parcerias acadêmicas e institucionais.
O ERCAT é um importante fórum regional que promove a integração da comunidade científica, incentivando discussões sobre avanços, desafios e tendências na área de catálise, com impacto direto em setores como energia, meio ambiente e indústria química.
A programação contará com palestras, apresentações de trabalhos científicos e momentos de interação entre os participantes, estimulando o desenvolvimento de novas ideias e colaborações.
O site oficial do evento já está no ar, reunindo informações sobre inscrições, submissão de trabalhos, programação e demais novidades.
Participe e acompanhe as atualizações para não perder essa oportunidade de integrar um dos principais encontros da área de catálise na região.
Acesse para conferir as informações e acompanhar as novidades AQUI.
Minha trajetória acadêmica é totalmente conectada à catálise. Entrei no Bacharelado em Química na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em 2015, curioso, mas sem direção definida. Foi no grupo GreenCat, sob orientação do Prof. Dr. Jean Marcel R. Gallo, que tive meu primeiro contato real com catálise heterogênea e biomassa, estudando catalisadores à base de nióbio para a conversão de monossacarídeos em 5-hidroximetilfurfural e furfural. Ali percebi que a catálise unia o que eu buscava: rigor científico e interdisciplinaridade, exigindo domínio integrado de áreas da Química e da Engenharia Química.
Os eventos da Sociedade Brasileira de Catálise (SBCat) começaram a mudar minha forma de enxergar a ciência. No XII Encontro Regional de Catálise, em 2016, eu era um aluno de IC impressionado com as discussões após cada palestra. No CBCat de 2017, fiz minha primeira apresentação oral, venci o medo e saí do auditório com uma colaboração com a CBMM e reagentes de nióbio para o meu projeto. Foi a primeira vez que senti que eu podia contribuir para a comunidade de catálise.
Concluí a graduação em 2018 na UFSCar, recebi prêmios acadêmicos e ingressei diretamente no doutorado em Química Inorgânica, sob supervisão do Dr. Caue Ribeiro de Oliveira e do Prof. Dr. Jean Marcel R. Gallo. Aprofundei-me em catalisadores bifuncionais à base de nióbio e em carbonos ácidos, com a biomassa como ponto de partida. A experiência de intercâmbio na University of Eastern Piedmont (UPO, Itália), estudando acidez superficial por FTIR com moléculas sonda, e o período como doutorando visitante na King Abdullah University of Science and Technology (KAUST, Arábia Saudita), desenvolvendo modelos cinéticos, ampliaram horizontes, idiomas e redes.
Em 2024 defendi o doutorado com honra e, pouco depois, iniciei o pós-doutorado, primeiro no Brasil, no grupo LabIvo, do Prof. Dr. Ivo Teixeira, onde me aprofundei em análises avançadas, otimizando métodos cromatográficos em GC-BID para reações fotocatalíticas de conversão de metano. Essa etapa refinou meu olhar para detalhes e mostrou como uma boa análise é tão decisiva quanto um bom catalisador.
Em seguida, em 2025, vim para a King Abdullah University of Science and Technology (KAUST, Arábia Saudita), onde atuo como pesquisador de pós-doutorado no grupo MuRE, liderado pelo Prof. Dr. Pedro Castaño. Meu trabalho é dedicado a desafios energéticos atuais, em projetos que vão desde a liquefação hidrotérmica de algas – transformando biomassa úmida em bio-óleo e reaproveitando a fase aquosa como meio nutritivo para o crescimento de mais algas – até a síntese de fosfetos de metais de transição para reações de hidrodenitrogenação e hidrodesoxigenação de bio-óleos, além do estudo de desasfaltamento catalítico de resíduos pesados de petróleo em parceria com a Aramco. No dia a dia, isso significa operar reatores em alta pressão, interpretar dados de múltiplas técnicas e dialogar com engenheiros e químicos para transformar ideias em processos. Hoje, a catálise é mais do que minha área de pesquisa: é a lente pela qual enxergo problemas energéticos, ambientais e industriais.
O impacto da catálise na minha vida vai além do laboratório. Nos congressos da SBCat encontrei mentores, amigos e até parceiros de música. Ver professores subirem ao palco para tocar e, depois, criar com amigos o grupo "Pagode Catalítico" mostrou que a ciência pode ser exigente e, ao mesmo tempo, leve e humana. A honra de atuar como embaixador da SBCat na Regional 3, em 2025, reforçou meu desejo de "catalisar a catálise": aproximar pessoas, suavizar barreiras e mostrar que, por trás de cada reação, há histórias e emoções.
Se hoje me vejo como cientista, é porque a catálise me deu uma voz, um propósito e uma comunidade. Ela me levou para outros países, me ensinou a dialogar com diferentes culturas e mostrou que moléculas convertidas, processos otimizados e alunos inspirados podem, pouco a pouco, transformar a realidade ao nosso redor.
A nova coordenação da Regional 3 já está definida e tomará posse em 1º de janeiro de 2026. A chapa eleita reúne pesquisadores com ampla experiência acadêmica e atuação destacada no setor industrial, fortalecendo a representatividade e o desenvolvimento das áreas de catálise, materiais e processos químicos na região.
O coordenador eleito é o Prof. Dr. Rodrigo Brackmann, da UTFPR – Pato Branco. Ele atua na área de Catálise Heterogênea, desenvolvendo catalisadores voltados a desafios ambientais e energéticos. Seu trabalho envolve pesquisas com fotocatálise, redução de NOx e produção de hidrogênio, sempre com foco em soluções tecnológicas inovadoras.
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A vice-coordenação ficará a cargo da Drª. Carla Queiroz, gerente do Centro Técnico de Desenvolvimento de Catalisadores da Clariant. Ela lidera projetos relacionados ao desenvolvimento e otimização de catalisadores usados pela indústria, além de atuar em testes em escala piloto e recuperação de metais nobres. Sua experiência conecta pesquisa aplicada e demandas industriais.
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A Profª. Drª. Karina Arruda Almeida, da UNIFEI, será a responsável pela tesouraria. Karina trabalha com desenvolvimento de processos químicos e catálise heterogênea, com destaque para pesquisas envolvendo peneiras moleculares e materiais porosos. Sua atuação integra conhecimento de materiais e reatividade catalítica.
Por fim, o Prof. Dr. Ivo Freitas Teixeira, da UFSCar, assume a secretaria. Ele desenvolve pesquisas na interface entre materiais avançados e catálise, com experiência internacional relevante. Ivo trabalha com temas como nitretos de carbono e catálise de átomo único, liderando projetos financiados por importantes agências de fomento.
A Regional 3 parabeniza a chapa eleita e deseja um biênio de grandes realizações.